Opinião: ondas artificiais serão o futuro das competições de surfe?

Dividida em cinco categorias regionais: Austrália, Brasil, Europa, Estados Unidos e time “Mundo”, a Founder´s Cup of Surfing ocorre mês que vem e entra para a história do esporte como o primeiro campeonato mundial, com plateia e em ondas artificiais

Há pouco menos de um mês a Liga Mundial de Surfe (WSL) divulgou os nomes dos atletas que defenderão seus respectivos países, no recém-inaugurado Rancho do Surfe. A onda artificial, criada por Kelly Slater (e um time de profissionais de diversas áreas, como cientistas, físicos e engenheiros) sediará o evento, que contará com a participação do público nas “arquibancadas”.

A “Copa do Mundo” do surfe acontece em maio, nos dias 05 e 06, em Leemore, Califórnia. Os tickets para assistir ao evento variam entre 100 e 500 dólares.

Segundo Kieren Perrow, comissário da WSL, o evento promete ser muito especial. “Nós estamos muito empolgados por inaugurar essa incrível oportunidade ao público. É algo novo no surfe, mas acredito que vai ser muito divertido e prazeroso, ver como os melhores surfistas do mundo vão desempenhar neste tipo de formato”, diz Perrow.

A experiência pode ir além da plateia, caso algum interessado queira desembolsar cerca de 10 mil dólares. O ticket “The Surf Ranch Experience” garante, além de assistir ao evento, uma hora de surfe na piscina. O pacote inclui filmagens e fotos, todas as vantagens do ticket VIP, e outras exclusividades.

As Olimpíadas de Tokyo, em 2020, parecem ter motivado o modelo de competição criado pela WSL. Já que nas entrelinhas, especula-se ainda sobre qual seria, exatamente, o modelo de competição adotado durante os jogos olímpicos.

Medina reinando no salão azul. Foto WSL.

A grande magia do esporte, que inclui adversidades do tempo, mudanças climáticas e fenômenos naturais parece ter sido sintetizada com o advento da piscina de ondas de Kelly Slater.

O modelo pode até funcionar como palco para eventos midiáticos, modelos comerciais mais rentáveis de transmissão, mas, dificilmente, terá a mesma emoção dos tubos de Fiji, das direitas de Bells, ou da fúria de Pipeline.

A grande verdade é que o Rancho do Surfe pode finalmente satisfazer aos desejos lucrativos dos fundadores da Liga, que até agora, parece ter dado apenas prejuízos em termos financeiros. Qual patrocinador quer perder audiência porque o swell previsto não entrou ou porque as ondas não estão boas como deveriam?

A onda artificial de Leemore, Califórnia. Foto Divulgação / Rowland.

Com a piscina, os lucros devem ser mais garantidos, a medida em que o evento seja transmitido pela TV, com horário marcado, programação e todos os pré-requisitos que a televisão exige.

Nossa sorte, nesta história toda, seja talvez, termos um dos times mais bem preparados e ameaçadores do evento, com atletas barbarizando na mesma onda (o tempo inteiro), por mais previsível e entediante que isso possa parecer.

 

 

CONFIRA AS EQUIPES:

TIME AUSTRÁLIA:
Capitã: Stephanie Gilmore
Mick Fanning
Matt Wilkinson
Julian Wilson
Tyler Wright

TIME BRASIL:
Capitão:
 Gabriel Medina
Adriano de Souza
Filipe Toledo
Silvana Lima
Taina Hinckel

TIME EUROPA:
Capitã:
 Johanne Defay (França)
Jeremy Flores (França)
Frederico Morais (Portugal)
Leonardo Fioravanti (Itália)
Frankie Harrer (Alemanha)

TIME ESTADOS UNIDOS:
Capitão: 
Kelly Slater
John John Florence
Kolohe Andino
Carissa Moore
Courtney Conlogue

TIME MUNDO:
Capitão: 
Jordy Smith (África do Sul)
Michel Bourez (Filipinas)
Kanoa Igarashi (Japão)
Paige Hareb (Nova Zelândia)
Bianca Buitendag (África do Sul)

 

Autor: origemsurf

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2 Comentários

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