O dia que mataram Sunny Garcia

De novo. Depois de Jean é hora de escrever sobre suicídio mais uma vez. Agora Sunny Garcia, um dos surfista havaianos mais populares da história do surfe mundial, depois de Eddie Aikau e Duke Paoa Kahanamoku.

Aliás, se considerarmos o fenômeno relativamente recente de massificação do surfe, Sunny talvez seja realmente o havaiano mais popular da história do surfe.

Integrante de uma turma barra pesada, para não dizer outra coisa, e bem controversa (por esta razão mereceria um texto dedicado ao grupo), mas que resumindo bem, reivindica o território com uso de violência e intimidação, diante da alegação de que diversas nações só exploraram o belo arquipélago até hoje.

Já entre “nós” e “eles” parece haver uma certa cumplicidade, há coisas comuns às duas nações, seríamos ambos “explorados”. É verdade que o jiu-jitsu brasileiro contribuiu para que havaianos e brasileiros dessem as mãos, numa espécie de irmandade. Mas não se engane, mesmo assim não faltam histórias de surfistas do Brasil literalmente escorraçados do mar no Havaí todos os anos.

Inclusive, o próprio Sunny Garcia protagonizou um episódio inesquecível ao esbofetear a cara do então profissional e competidor brasileiro Neco Padaratz.

Porém, entre os integrantes do grupo, Sunny Garcia talvez seja um dos mais amigáveis e capaz de conciliar melhor do que ninguém o papel de surfista profissional com escândalos, que envolviam prisões, tretas homéricas, acidentes, abuso de álcool/substâncias, etc. Outro que tentou administrar algo parecido foi Andy, morto por uma superdose, sozinho, num quarto de hotel.

Fico imaginando o conflito interno causado por alguém que é obrigado a “sustentar” papéis tão exigentes, o de um profissional exemplar e ao mesmo tempo um “black trunck” genuíno.

Há algum tempo, Sunny Garcia tornou público o diagnóstico de depressão e ansiedade, mesmo sabendo que o surfista não estava no que podemos chamar de seus “melhores dias” o suicídio caiu mal, torto; afinal, ninguém espera um dia ler: “Sunny Garcia se mata”; “Havaiano se enforcou…”, “Adeus, campeão”.

O que quero dizer é que por mais que os problemas do havaiano tenham sido expostos e, portanto, de conhecimento de todos, ninguém em sã consciência espera um desfecho desses, ou neste caso um quase-desfecho.

O tabu dos tabus

O suicídio talvez seja um dos tabus mais poderosos da humanidade. É por si só um ato que perturba. Como alguém tem coragem de fazer isso? Ao mesmo tempo em que aparenta ser um ato extremamente corajoso, os suicidas são vistos como covardes; fracos pela falta de capacidade/vontade de enfrentar os problemas da vida, sejam eles quais forem.

Livre arbítrio versus pecado, dor versus alívio? Quem foi que disse que é proibido não querer viver mais? Pode ser incompreensível para muitos, mas estou cada vez mais convencida de que a prática do não-julgamento é libertadora. Os fatos são o que são e não cabe a nós, neste caso, dizer o que é certo e errado. Apesar de um suicídio soar sempre como um erro brutal.

Além de um erro, o suicídio choca em muitas maneiras. Foi assim com Jean da Silva. Atormentador pensar na hipótese de aquele surfista saudável, emocionalmente estável e lindo um dia decidiu se matar. Mas sim, ele fez. Por razões talvez completamente diferentes de Sunny, jamais saberemos quais.

A verdade é que as pessoas se matam e essas pessoas são surfistas, modelos, atores, políticos, empresários, presidentes; a toda hora alguém no mundo decide parar de viver. E a impressão que eu tenho é que quanto mais a sociedade ignora esse fato mais pessoas se matam.

Depressivos x Suicidas, qual a relação?

Depressivos são potenciais suicidas. Já suicidas não necessariamente são seres deprimidos. O suicídio pode estar relacionado a muitos outros fatores além da depressão. Pode ser um relacionamento frustrado, uma vingança, um fracasso profissional, um julgamento injusto. Causas como essas motivam suicidas diariamente.

Estar depressivo pode ser um ponto de partida; ao que tudo indica foi o caso do havaiano. O surfista expôs recentemente ter sido diagnosticado com depressão e ansiedade, problemas que parecem estar cada vez mais presentes.

A depressão pode ser vista como um sintoma causado por agentes internos e externos. Descobri recentemente que o sucesso da cura está relacionado à identificação da causa e não no tratamento do sintoma em si.

Cada um de nós pode carregar genes, antepassados, seja lá o que você acredite, que trazem consigo a tal propensão à doença; outra parte está relacionada ao modo de vida baseado no capital, onde ter vale mais do que ser.

Honestamente está fácil adoecer emocionalmente nos dias de hoje, por outro lado nunca pareceu tão simples e acessível encontrar saídas, tratamentos, curas.

Pausa para uma dica: se esse tema interessa a você tenho certeza que vai amar o documentário Heal, disponível na Netflix.

A verdade é que apenas familiares e pessoas muito próximas são capazes de entender as motivações e os porquês que levaram o surfista cometer ato tão extremo. Sunny tinha depressão. Depressão traz tristeza, tristeza traz morte?

Acho imprescindível que a discussão venha à tona. Só me preocupa que a depressão se torne a grande vilã da história, capaz de enforcar e acabar com a felicidade e a vida de alguém “para sempre”.

No meu caso a depressão foi fundamental para que eu compreendesse inúmeros processos mentais, traumas e lutos. Sem a depressão eu jamais teria tido a coragem de iniciar o projeto de ter um blogue de surfe. Sem a depressão eu não teria conhecido o Filipe. Sem a tristeza eu não teria tido coragem para correr atrás de um dos meus maiores sonhos, morar na praia.

Todo processo que causa dor deve ser visto como uma possibilidade de transformação. Afinal é a velha história de fazer da dificuldade uma bênção; obviamente eu consigo enxergar isso hoje, mas passei por um processo na escuridão e nesses momentos a medicina tradicional foi necessária.

Hoje a depressão é uma lembrança da época em que a vida deixou de ter sentido pra mim. Tenho muito respeito por ela, porém quero ela bem longe da minha vida. Por isso faço questão de cultivar hábitos que me fazem bem como surfar, praticar ioga, meditação e a última descoberta que estou amando, o agradecimento.

Pode parecer uma grande idiotice. Mas é como uma série de exercícios que com o tempo são capazes de moldar os músculos do corpo; pensamentos moldam os cursos da mente. Desse modo, sempre que posso e me lembro agradeço a algo, a alguém, ou a algo que alguém tenha feito por mim, mesmo que isso tenha causado alguma dor.

Ouvi dizer que para alcançar um estado pleno de felicidade e serenidade, além de praticar esporte, alimentação e hábitos saudáveis, meditação e agradecimento, existe o último grande ponto: o perdão.

Esse danado do perdão me pega. Como é difícil perdoar de verdade, inteiramente, mas chego lá, juro que chego…

Tudo por um clique – mataram o Sunny por aqui

A notícia sobre o suicídio do surfista havaiano chegou a ser noticiada no Brasil como fatal. O principal site do país especializado na modalidade deu em primeira mão, e em seguida, veio um tsunami de compartilhamentos, fãs em choque. Era RIP Sunny para todos os lados.

Enquanto o Brasil matava o ídolo havaiano, silêncio absoluto mundo a fora. Até que a notícia de que Sunny seguia vivo invadisse o mundo.

Qual será o desfecho?

Eu não consigo imaginar como ficará a cabeça de Sunny se ele sair dessa situação sem sequelas físicas, cerebrais especialmente. Já que obviamente ele deva ter ficado sem oxigenação no cérebro, não se sabe por quanto tempo.

Assisti até hoje dois documentários sobre o tema, “The Bridge” (A Ponte) e Elena, da brasileira Petra Costa. Incomparáveis, apesar de ambos terem o suicídio como tema central. O primeiro de uma poesia cortante ou o que há de mais melancólico que possa existir. Já o segundo, chocante.

Na produção dirigida pelo norte-americano Eric Steel, marcou o depoimento de um sobrevivente, Kevin Hines, que diz ter sido salvo por seu par de botas. Além de ter se arrependido no segundo que seu corpo deixara a ponte.

É impossível afirmar que todo ser humano que se mata pensa em arrependimento, mas talvez Sunny tenha mais uma chance. Talvez ele não queira essa chance e até sinta o amargor do fracasso por ter falhado na missão a que se propusera.

Espero que não. Espero que ele se recupere logo, que transforme isso em força, talvez se dedique inteiramente a partir do episódio a falar sobre a depressão, o suicídio, o abuso, a agressividade sentimentos e atitudes que por alguma razão são tabus e “evitam” figurar no mainstream.

Força, Sunny

Nota da autora: de acordo com a minha querida prima e futura psicóloga, Julia Sanches o estado pleno de felicidade não existe. “A gente nunca alcança um estado pleno de felicidade, mas podemos encontrar o equilíbrio, que é formado por momentos de tristeza também”.

Vale ressaltar a maneira como as pessoas têm dificuldade de ligar com uma pessoa que tem depressão ou ideação suicida e muitas vezes julgam ser “frescura”. “Por exemplo, fulano viu aquela pessoa na academia outro dia, então ela não tem depressão, as pessoas têm dificuldade em acreditar”, acrescenta a estudante de psicologia.

Muitas vezes o suicida já expressou de alguma forma, através de sinais, avisos. As pessoas costumam ignorar e há inclusive um jargão que diz: “quem quer se matar não fica avisando, se mata logo”. É um pensamento do senso comum que pode inclusive agravar o quadro de quem está doente.

por Janaína

Autor: origemsurf

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43 Comentários

  1. primeiro site a publicar foi a moist. desde quando é o principal do país?

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    • Incrível a precisão da sua análise sobre o tema. Só sentindo na pele mesmo para entender o quão sombria é a depressão. O que torna o fato mais inesperado ainda é o detalhe dele ter vivido do surfe, um esporte que exige tanta energia e distrai a mente de muitos problemas. Mas é isso: às vezes a idade chegou, a impotência acometeu o Sunny ou isso foi sempre um problema que ele precisou lidar. Mas de qualquer forma, até no lugar mais ensolarado a mente consegue atrair pensamentos negativos, afinal, somos humanos. Parabéns pela matéria.

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  2. Essa notícia conseguiu ser ainda mais caça cliques. PQP! Pobre mídia especializada do Brasil. Em vez de comemorar que o cara tá vivo, agem como abutres e cantam de galo, querendo se promover em cima do Sunny e pisar nos outros. São pobres de espírito, mesquinhos, além de covardes. RIP mídia especializada brasileira.

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    • Fala, Toninho
      Uau, então ficou putaço com a gente? Mas tudo indica que você só tenha lido o título uahauhahuahuahauha

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      • Gostei da reportagem.
        Vale o refletimento. Para quem sofre e quem julga.

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        • Obrigada, Edson, esse foi o intuito mesmo, gerar uma reflexão mínima em torno do “problema”. Valeu pela manifestação positiva, ótima semana pra vc!!

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      • Títulos “fake” não merecem a atenção do público… é evidente que o título só quis chamar a atenção pela desgraça alheia. Se acham espertões né? Caíram em descrédito total…hauhauhau trouxa!

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        • Primeiro: o título não é fake, já que dois sites importantes do país noticiaram que Sunny Garcia ESTAVA MORTO. Segundo, o título de um texto não precisa necessariamente dizer com clareza tudo que o texto se trata. Obviamente, o texto é muito maior, portanto se o título tivesse a missão de traduzir seu conteúdo ao pé da letra não seria um título, seria outro texto. Esse texto caberia um milhão de títulos, mas a autora, eu no caso, decidi usar esse, se você se incomodou tanto assim eu sugiro que você crie um blogue para que nele você possa fazer seus próprios textos e titular eles da maneira que você acredita ser melhor. Se tem uma coisa que a gente não se acha é espertão viu? E se fosse o caso, seria problema nosso também né? Cara, sobre o trouxa, seria cômico se não fosse trágico seu comentário, tamanha agressividade e desrespeito como você se manifesta.

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          • Achei o texto muito bom e valeu para todos nos refletirmos.
            Achei desnecessária a agressividade de alguns leitores contra a autora.
            Sou fã do Sunny conheci ele pessoalmente em 2015 é um cara gente finíssima. Ao menos comigo foi.

          • Oi, Luis 🙂 obrigada pela mensagem e apoio. Que privilégio o seu ter conhecido ele pessoalmente, demais. Acredito muito que a corrente de pensamentos positivos de fãs, amigos e familiares é de fundamental importância nesse momento. Ele vai sair dessa!

      • hahaha topzera Matheus? Obrigada pelo elogio, assim fico até tímida hauahauahau

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  3. Muito bom o texto!
    Não há como prever, muitas vezes, “era alguém alegre e cheio de vida”. Outro dia vi o doc “Kissed by God” sobre o Andy Irons, que mostra seu sofrimento com depressão, ansiedade e dependência química, grande parte do do filme mostra depoimentos do seu amigo Sunny Garcia.
    Eu tenho uma experiência pessoal que ilustro com este texto que escrevi há algum tempo:

    Sempre tive depressão. Pensava, aos sete anos, “se eu tivesse uma arma eu daria um tiro na minha cabeça e acabava com tudo”. A partir da adolescência eu frequentei psicólogos que nada me ajudaram. Comecei a beber e usar drogas e o fiz desenfreadamente por 14 anos. Fui em psiquiatras que me receitaram remédios que me deixaram pior. Tomei dezenas de pílulas para dormir, mas nada aconteceu, além de dormir pra caramba. Tomei dezenas de remédios e nada também. Várias vezes. Um dia, aos 26 anos, eu estava em casa (morava sozinho, e moro até hoje) e cortei meu pescoço com uma faca de serra, mas bem pontuda e afiada, voou sangue pra todo lado, mas não morri. Deitei na cama e fiquei sangrando esperando a morte, que não vinha, então com a mesma faca eu esfaqueei o meu peito no lugar onde eu achava que era o coração, entre as costelas. Várias vezes (acho que umas quinze). Enterrei-a até o cabo. Começou a sair um sangue escuro, quase preto e fiquei deitado esperando. Nessa hora o meu colchão inteiro já estava roxo. Mas, mesmo assim eu não morri. Devo ter perdido alguns litros de sangue, eu imagino (até escrevi com sangue na parede). A noite passou, eu acordado esperando (por mais ou menos umas doze horas), até que de manhã eu levantei e liguei para o SAMU. Chegaram, coloquei uma camiseta (eu estava só de bermuda e chinelos) fechei a casa e fui andando normalmente até a ambulância. Meu pescoço estava aberto. Costuraram meu pescoço no hospital, meus pais vieram e a médica me deu alta. Depois disso eu fui na psiquiatra que eu frequentava algumas vezes mais. Mas voltei a tomar remédios em superdoses e também inseticidas no copo, nada aconteceu. Até que a psiquiatra tirou meus remédios e desistiu do meu caso, me dando “alta”. Isso foi há seis anos, na época dos suicídios falhos eu tomava algum ansiolítico e mais bromazepam, depois que parei com esses remédios eu nunca mais tentei me matar e vivo normalmente trabalhando e com uma vida social regular.

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      • Inclusive, nem fique internado. No dia seguinte eu já estava em casa. Só fiquei com as cicatrizes.

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        • Acho que fiquei umas duas horas no hospital, no máximo.

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    • Lucas, essa história é surpreendente no sentido literal da palavra, e acredito que você entende o quanto ela choca. Ela é tão particular que fica realmente difícil acreditar mesmo, entendo nosso amigo Afonso. Independente se essa história é totalmente real ou de algum modo, e até inteira, fantasiosa, ela é sua, como você mesmo disse, e por isso apenas respeito sua história e fico feliz de saber que hoje esteja bem 🙂

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      • Ela é totalmente real Janaína, sem nenhum sensacionalismo. Naquela época eu queria morrer mesmo e não consegui. Muito obrigado, por estar feliz. Agora estou muito bem. Mas tudo leva muito tempo, você lida com a desconfiança de todos, de pessoas desconhecidas ou próximas (desconhecidos não acreditam; próximos têm medo de você tentar de novo). É um sofrimento bem solitário. Por isso falar de tentativa de suicídio é um tabu até hoje. Alguns não acreditam, outros acham exagero, mas o importante é contar sua história sem deixar a reação dos outros te deprimir, senão vira aquele velho círculo vicioso novamente. O importante é dizer a realidade, que muitas vezes é difícil de acreditar ou aceitar. Obrigado por tocar nesse assunto. Um
        abraço!

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        • Tem toda razão, Lucas. E me desculpe por minha reação, mas a história é forte mesmo. Siga firma na sua caminhada, afinal se a maior “lição” que essa sua história para ter te dado foi a que você tem de estar aqui e por isso deve ter um propósito brilhante pela frente. Um grande abraço e boa semana 🙂

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          • Obrigado, Janaína!
            Grande abraço!
            Boa semana pra você também!☺

  4. Grande texto.

    Melhor do que julgar, emitir opiniões pessoais ou especular, é importante gerar reflexão e abrir espaço pro debate. E ele cumpre esses papéis.

    Parabéns.

    Esses dias anteriores ao episódio do Sunny, coincidentemente, estive pesquisando sobre o tema sob a perspectiva espiritual e tb de algumas doutrinas religiosas.
    Coincidentemente também, assisti há algumas semanas atrás a peça ‘O Vendedor de Sonhos’ aqui em Ubatuba, que trata desse assunto tabu.

    Encerrar uma jornada antes ‘antes da hora’ é realmente assustador. A depressão é uma batalha diária, vencida um dia de cada vez. O suicida, como diz o autor do livro que originou a peça, não desistiu de viver, mas desistiu de lutar, pq é foda.

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    • MauMau! Que bom receber você por aqui. E obrigada por citar essa obra teatral, que bom saber que a cidade de Ubatuba tem acolhido apresentações como essa, infelizmente perdi…poxa dá próxima vez avisa a gente (risos) brincadeira…bora surfar!!

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  5. Precisamos falar sobre suicídio Sempre! Parabéns jana

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    • Obrigada pela orientação <3 eu tenho certeza que essa reta final vai ser grandiosa e em breve você entrará em uma nova etapa, cheia de novas conquistas e diplomão de Psicóloga na mão!! Beijos,

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  6. ‘O dia que mataram Sunny Garcia’, texto maravilhoso e atual. Existe um ‘pacto de silêncio na Mídia’ para não ficarem divulgando suicídios… pois sabem que se divulgarem aumentará ou incentivará o suicídio.

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    • Oi Afonso, fiquei meio confusa com a sua mensagem, mas de qualquer forma muito obrigada pela interação, é para isso que escrevo (risos). Eu entendo o que disse sobre o papel da mídia em potencializar a violência ou no caso o suicídio ao simplesmete tratar aquilo como uma tragédia capaz de gerar audiência, hoje os cliques. É sabido que coisas como mortes violentas, escândalos sexuais envolvendo famosos e desastres naturais são disparado o que mais atrai, seja internautas, leitores/espectadores. É louco pensar nisso. E dificilmente quando escrevo algo positivo (que é a maioria, inclusive) algo que não seja polêmico dá a sensação de que “ninguém” leu… Eu acredito que a grande diferença está na forma como esses fatos são reportados. E acho que é nesse ponto que concordamos. Dar uma nota atentando a morte, detalhando como morreu e só é caçar clique, é incentivar de alguma forma, concordo com você. Isso me lembrou a postura da primeira ministra da Nova Zelândia que pediu que o nome do assassino fosse completamente esquecido. Bem diferente do que a mídia brasileira fez no recente caso do Massacre de Suzano… Por isso a minha intenção é falar sobre a importância de ampliar a reflexão, questionar, só assim há chances de minimizar e até evitar tragédias de quem sofre “calado”…
      Obrigada pelas mensagens e um ótimo final de semana!!

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  7. ” Bowling for Columbine ” Tiros Em Columbine de Michael Moore, prova que quanto mais os jornais publicam a violência, mais a violência se multiplica. Uma das provas está no Canadá que proibi os telejornais ficarem divulgando maciçamente crimes, e lá existe menos violência

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  8. É preciso falar das dores! Muito bom, Jan!

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  9. Excelente reflexão sobre depressão e suicídio, além do texto ser ótimo!
    Parabéns Jana!!

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  10. De acordo com uma publicação (1 hora atrás) da lenda Robbie Maddison, Sunny Garcia já não se encontra entre nós…

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  11. Parabens pelo texto, muito emocionante, muito legal mesmo e compartilhei com todos meu amigos leitores de assuntos aleatorios

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  12. Janaína, Sunny segue em recuperação! Torçamos por ele, em especial pelo que representa para o esporte, como um lendário surfista, embora não se possa dissociá-lo da cultura black trunck havaiana. Teu texto foi muito bem escrito, sensível e até mesmo informativo. Parabéns!

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