‘Participar dos jogos é a realização de um sonho’, diz representante de pranchão

Pan-Americanos de Lima: entrevista com Wenderson Biludo, do pranchão

Confira entrevista com o longboarder e representante do Brasil no Pan, Wenderson Biludo, que conta como tem sido a experiência e o que ele espera de sua participação nos Jogos.

Como está sendo participar dos Jogos? Você já viveu algo parecido, se sim o quê, e se não, como descreveria aos fãs da modalidade como tem sido representar o Brasil na categoria longboard? Participar dos jogos é a realização de um sonho. Nunca tinha vivenciado algo parecido. O mais incrível foi no desfile oficial, no estádio Nacional, quando entramos com toda delegação olímpica foi emocionante nunca tinha sentido nada parecido ver o estádio lotado foi mágico.

Qual o maior desafio até agora para você sobre participar dos Jogos? O maior desafio é ser o único representante da minha categoria com certeza.

Você acredita que, como atleta, sua participação nos Jogos pode lhe favorecer de alguma forma? Tenho expectativas de que um resultado positivo alavanque minha carreira, proporcionando condições para que possamos viver, de forma digna, do esporte no Brasil.

Foto CBSurf/Divulgação.

O bico do seu pranchão não estampa nenhum patrocinador principal, como tem sido a jornada como atleta profissional de longboard no Brasil? Tem sido muito difícil não só para mim, mas para todos os atletas longboarders do país. Minha jornada tem sido de muito amor ao Longboard e às competições. Quando não estou competindo, me dedico a dar aulas de surfe na escola que eu tenho com Robson Santos e Wellington Reis, atletas profissionais. Tenho alguns apoiadores, mas grande parte das minhas viagens vem do meu trabalho na escola.

Com quantos anos começou a pegar onda? Comecei as 13 para 14 anos, através de um projeto social. 

Quem são os atletas/longboarders que te inspiram? Minhas inspirações são meus amigos, que competem comigo, sem recursos nenhum, com o coração em cada competição, fazendo o máximo para que nossa modalidade seja vista e reconhecida.  Para assim, termos uma condição melhor no esporte.

#esperança

Depois da estreia do surfe nos Jogos Pan-Americanos, disputados em Lima, Peru, ter sido acompanhada pelo presidente do COB (Comitê Olímpico Brasileiro), Paulo Wanderley, já se fala em transmissão ao vivo pela internet. Fontes próximas à Confederação afirmam que Wanderley se mostrou esperançoso com a modalidade e “ele bota fé no surf em Tóquio”.

Ele e todos que sonham viver do esporte sejam atletas, treinadores, jornalistas e demais profissões ligadas ao surfe.

por Janaína

Autor: origemsurf

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