Professora de surfe

Hoje, 15 de outubro, comemora-se o Dia do Professor no Brasil. De acordo com o site Brasil Escola, a data foi invenção de D. Pedro I. Então, para celebrar e homenagear esse ofício, que quase segui, o blogue apresenta Sabrina Carrijo. Mãe de Maria Clara, surfista, professora, educadora física e pedagoga, Sabrina chegou em Itamambuca há 25 anos.

Hoje aos 40, ela me conta logo no início da entrevista, sobre a idade. “Não sabia que seria tão feliz aos 40, estou vivendo minha melhor fase”.

A professora em mais um dia de aula de surfe. Que sala de aula!!

Enquanto conversa comigo, depois de dar uma aula de surfe, ela sorri e cumprimenta o vendedor de água. Moradora há quase três décadas de Ubatuba, a professora teve desde a chegada na cidade uma ligação muito estreita com a comunidade. “Escolhi Educação Física, depois Pedagogia e tenho outros cursos relacionados com a vida em comunidade”, conta.

Surfar: uma escolha

Desde quando começou a surfar, aos 15 anos, Sabrina fez escolhas a partir do esporte. “Surfar sempre foi minha escolha, então comecei a fazer coisas que me possibilitassem estar perto do mar”.

“Quando vejo a felicidade do aluno, nossa aquilo me preenche”

Atualmente, a professora dá aulas de surfe no canto esquerdo de Itamambuca, lugar privilegiado não só pela magnífica combinação mar, montanha, rio, mas por oferecer condições perfeitas para a prática do surfe de quem está começando.

Quando perguntada sobre os pré-requisitos necessários a quem está interessado em virar surfista, Sabrina diz que a única condição é não estar lesionado. “Até a quem não sabe nadar direito, conseguimos ensinar. Cada aluno tem um perfil e se esse for o caso, ficamos no raso. A única exigência mesmo é não ter nenhuma lesão”, explica.

A professora observa o aluno. “É a segunda aula dele, e já dropou sozinho!”, vibra.

Alunos de todos os tipos

Moradores, turistas, visitantes, homens, mulheres, crianças e idosos. Sabrina já ensinou um senhor em seus oitenta anos e perdeu a conta de quantas crianças já viu subir numa prancha de surfe.

“Uma vez dei aula para um senhor de mais de oitenta anos, fiquei impressionada com o físico e saúde dele.” Confessa.

Hoje em dia a professora de surfe consegue se doar integralmente aos alunos e alunas da própria escola. Mas, em um passado recente, Sabrina já foi responsável por levar classes com mais de 30 alunos para a praia.

“Vivi muito tempo em um ritmo que exigia muita responsabilidade, hoje consigo me doar mais a cada um dos meus alunos”.

Quer aprender a surfar?

Por fim, para saber mais sobre a Escola de Surfe Sabrina Carrijo, entre em contato através do perfil da professora no Instagram!

E boas ondas!!

Autor: origemsurf

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3 Comentários

  1. Sou professor de Educação Física, entretanto, nunca vi uma profissão tão alienada., infelizmente. Trabalho em Cabo Frio e tenho 2 matrículas no município

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