Apesar de brasileiros avançarem, show fica por conta de Kelly e John John

Um dez unânime digno de um garoto de vinte e poucos anos de idade. Aos 47, Kelly Slater arrancou dos juízes a única nota máxima do evento até agora. A plateia foi ao delírio. Da mesma forma, John John Florence levantou os ânimos da areia ao fazer a maior somatória do evento: 18.50 pontos.

por Janaína

Logo, e apesar de os brasileiros Gabriel Medina e Italo Ferreira avançarem na disputa e garantirem vaga para as Olimpíadas, o show, no dia de hoje, foi de John John e Kelly Slater que, por sinal, disputam entre si vaga olímpica em Tóquio.

A saber, Florence ainda se recupera de uma cirurgia no joelho, o que torna ainda mais espetacular sua performance.

Medina sendo Medina

Apesar da bateria de Gabriel Medina ter tido bons momentos e uma saída surpreendente pela “dog door” (porta de cachorro), houve aflição no final e a possibilidade real de derrota do ídolo nacional para o novato deVault.

Pausa para os leigos: no surfe, quando o surfista sai ileso e nos últimos momentos de dentro de um tubo antes que ele se feche, fala-se que o sujeito achou a saída pela “dog door”.

Gabriel, na minha visão, operou quase um milagre, já que naquele tubo não havia porta alguma, nem de gente nem de cachorro, apenas uma montanha d´água pronta para guilhotinar cabeças de surfistas destemidos.

Para minha frustração, ao surfista pouco valeu tal façanha. Apesar de um dos critérios de julgamento ser o “comprometimento”, para os juízes o tubo foi “raso”, curto demais. Mas não vem ao caso.

Afinal, como brasileiro que é brasileiro tem que sofrer, dito e feito. Imaikalani deVault arrancou quase um dez dos juízes que, aí sim, viram comprometimento de sobra. Eu? achei a nota um exagero.

E como dizem que Deus é brasileiro (#sqn), a vitória de Medina veio com boa dose de nervosismo. Assim, o surfista segue na disputa pelo tri.

Italo Ferreira mantém a liderança

O representante do nordeste brasileiro e líder do ranking fez um boa performance, mas de novo, nada de excepcional. 

Com a saída de Jordy Smith, derrotado surpreendentemente por Jesse Mendes, e o deslize fenomenal de Filipe Toledo, a briga pelo título estreita-se restando assim três sobreviventes: Medina, Ferreira e Andino.

Até tu Filipe?

Ah, o ser humano. Depois de uma bateria com início morno, Toledo seguiu cometendo erros na escolha de ondas, o que lhe custou não só o título mundial, mas a vaga olímpica.

Em entrevista após a derrota, o surfista estava visivelmente frustrado e chegou a dizer que a pressão pesou.

De olho em Yago e Crisanto

Pipe Master tem fama de separar meninos de homens, por mais machista/sexista que a frase possa soar, devo admitir que há nela certa verdade.

Atitude e certa dose de insanidade são também exigências para quem deseja destaque nos tubos mais amados e temidos do mundo salgado.

E vale dizer que quem demonstrou isso no dia de hoje foi Peterson Crisanto e Yago Dora (de novo).

Tchau CT

O Billabong Pipe Master também arrasou o sonho de alguns surfistas que ainda dependiam de uma boa classificação para se manterem na elite do surfe mundial, o CT.

Entre os brasileiros, Willian Cardoso e Michael Rodrigues dão adeus ao circuito mundial em 2020. 

Visivelmente emocionado, Cardoso comentou que segue no circuito QS do ano que vem, e que seus patrocinadores não o abandonaram após a derrota.

De acordo com representantes da WSL, o evento pode recomeçar na sexta-feira. Porém, se as condições do mar estiverem favoráveis amanhã o campeonato continua. O jeito é ficar de olho!

Autor: origemsurf

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