Rabeada inusitada durante mundial na Austrália

Ocorre em Manly, reduto dos surfistas australianos e brasileiros de Sydney e epicentro da origem das competições de surfe, a etapa mundial da divisão de acesso (QS), Sydney Surf Pro, reunindo não só aspirantes à elite, mas estrelas como Adriano de Souza, Julian Wilson, Jadson André e Own Wright, além de muitos outros.

por Janaína Pedroso

E foi justamente durante esta etapa, que uma cena no mínimo inusitada chamou a atenção da comunidade do surfe ao redor do mundo. O atleta francês Charly Quivront foi surpreendido por um freesurf enquanto competia.

Além da “interferência” inesperada, já que surfistas não devem estar na mesma área de competição em que os atletas estão (por questões óbvias), o fato confere ao atleta o título de rabeador, uma vez que o freesurf já estava surfando a onda.

Obviamente o francês está correto, e o surfista, que tenta derrubar o atleta que está ali para desempenhar sua função na competição, é o errado da história. O atleta terminou eliminado, com a quarta posição.

A cena escancara algo que ocorre repetidamente no mundo do surfe. A rivalidade entre surfistas, a briga por ondas e “picos”. Além da falta de paciência que muitos surfistas têm com competições ao redor do planeta.

Afinal, os eventos de surfe costumam ocorrer onde estão as melhores ondas, retirando, de certo modo, a chance de surfistas não competidores aproveitarem seus espaços de lazer.

Localismo em Manly

O localismo na praia de Manly não chega a ser um fato que mereça destaque, uma vez que há no mundo muitos outros lugares em que essa questão é de fato uma problemática. Por isso, o pico australiano não chega a ser uma Pipeline da vida, mas o aumento do crowd tem contribuído para exaltar os ânimos, certamente.

WSL deve alterar regra de interferência após caso Medina

E por falar em interferência, a Liga Mundial de Surfe (WSL) deve trazer novidades para este ano no livro de regras, especialmente no quesito interferência.

Resumidamente, e de acordo com o site português BeachCam, quando o surfista fizer interferência de prioridade a sua segunda melhor onda é cortada. Até aqui nada de novo. No entanto, se a falta ocorrer nos últimos cinco minutos da bateria, a melhor nota é que será anulada. 

Além disso, se a maioria dos juízes considerar que essa mesma interferência foi intencional o surfista será desqualificado. A versão 2020 do livro de regras deve estar disponível em 24 de março.

Lembrando que Gabriel Medina fez interferência em Caio Ibelli durante evento no Havaí, ano passado, nos últimos minutos da disputa.

Autor: origemsurf

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