Fabulous Fia

Demos de cara com um dos maiores surfistas do país: Fábio Gouveia. Junto com ele, Carlos Burle, Armando Daltro e Cristiano Spirro competiram a batalha dos legends, na Bahia, há alguns dias. O público presente no evento mundial de surfe, patrocinado pela Oi, com organização de Felipe Freitas, Marina Werneck e a WSL, presenciou Fia surfando como garoto. Burle, Daltro e Spirro não ficaram pra trás.

Aproveitamos pra saber sobre seu trabalho como shaper e unas cosas más!

Como foi disputar uma bateria contra Carlos Burle, Cristiano Spirro e Almando Daltro?

Como o Burle disse, apesar de estarmos num momento complicado da política no Brasil, vivemos um momento lindo do surfe, dois campeões mundiais, um campeão brasileiro aqui surfando em casa. E esse reconhecimento da galera é maravilhoso. Me lembro de quando era molequinho e ia assistir às baterias dos ídolos que na época eram Picuruta, Felipe Dantas, e é demais agora estar nesse papel. Fico muito feliz, fizemos nossa carreira, ganhamos admiradores. E mesmo sendo o surfe americano e australiano mais tradicionais, estamos chegando lá, nós brasileiros, e criando essa tradição também. A valorização de um atleta é algo maravilhoso, tanto para o atleta que batalhou e chegou lá como para quem está assistindo, treinando, e querendo conquistar coisas também. O espírito de competitividade não deixa de estar presente, mas a alegria da brincadeira, da reunião dos amigos é muito boa.

E o trabalho como shaper?

É um longo caminho, não é fácil. É como uma carreira na música. No passado, eu já fazia pranchas mas não sobrava tempo pois tinha que treinar e competir. Então, tive que deixar esse sonho para o futuro. Hoje, de volta como shaper encontrei um cenário todo digital, diferente de quando deixei. Então resolvi resgatar isso e voltar a fazer a prancha na mão. Eu queria começar de onde havia parado também e realmente pra me envolver com a arte de shapear. Porque mesmo o cara que faz a prancha na máquina precisa conhecer os processos, detalhes. Vai que a máquina quebra? É uma caminhada longa, mas não sou puritano. Estou usando a tecnologia também, preciso conhecer tudo. Eu gosto dos princípios mas sempre acompanhando a evolução.

Pra finalizar, como é se tornar avô?

Cara, comecei muito cedo. Casei com 20 anos e tivemos o primeiro no mesmo ano. Corremos o circuito mundial inteiro, nasceu um e depois veio o outro. Hoje a gente vê no programa do Pato, do Silvio Mancusi o que fizemos durante anos. Até temos alguns registros daquela época mas com uma qualidade muito ruim. Foi tudo maravilhoso. E do nada, o filho engravida a namorada e nasce uma netinha linda, a ficha demora a cair. Mas estamos muito felizes com tudo isso. Eu estou indo pra lá correndo curtir isso.

Parabéns Fabio Fabuloso! Uma lenda do esporte nacional que durante anos levou um pouquinho de Brasil iá iá to outside of the world