Gabriel: obrigada por existir!

Gabriel Medina em Fiji. Foto: Sloane/WSL

Nem a experiência e os 4 títulos em Fiji de Slater, muito menos a dedicação surpreendente de Wilko pararam Gabriel Medina. Hello, Fiji! Nós temos um campeão!

Como não se emocionar vendo Medina enfrentar Kelly Slater nas semifinais do Fiji Pro? As bandeiras brasileiras no canal completaram o show dando uma boa dose de nervosismo. Assistir à maestria desenvolvida por Gabriel Medina diante da experiência, frieza e precisão do mito maior do esporte, é mesmo um espetáculo. As ondas de Fiji tornam o cenário ainda mais especial.

E como ele faz pra manter o foco diante de tamanha pressão? O garoto de Maresias dominou os salões azuis de Fiji como um homem feito. Medina deixou o ar de menino há um tempo e sua maturidade torna a disputa ainda mais incrível. Ele cresceu e ficou forte, e afirmou seu potencial na última vez em que ergueu o troféu em Fiji, ano passado. Dessa vez, a impressão que dava era que Gabriel procurava pelos tubos para massacrá-los, como se, numa batalha entre ele e o mar, ele saísse vitorioso.

Reinou então absoluto em Fiji. Mais uma vez ele muda a história e seu legado vai se fortalecendo como um castelo de rei. Medina assusta seus adversários, ninguém é melhor que ele nesse jogo, e ele sabe disso. Wilko vem fazendo uma excelente campanha. Está determinado como nunca esteve no mundial. O que antes era um surfista de alma em busca das ondas, hoje é um atleta como manda o figurino: treinador, alimentação e dedicação transformaram o aussie de estilo layback de antigamente, em um grande oponente. E ele estava, sim, oferecendo muito perigo ao brasileiro. Mas não foi dessa vez que Matt viu seus esforços serem recompensados. Medina levanta o troféu de Campeão de FijiPro 2016 e refresca a memória de alguns que ousam dizer que ele andava desfocado.

Este slideshow necessita de JavaScript.