Retrospectiva 2016: As Piores e as Melhores Notícias do Ano!

John John conquista o título de campeão mundial de surf 2016. Foto: Paulo Pimenta

As notícias que agitaram o outside em 2016. Relembre momentos, bons e ruins, de mais um ano de muito surf!

Impossível não incluir essa péssima notícia que assombrou o ano dos surfistas brasileiros. A ausência de um circuito nacional de surf (chega dar vergonha). Dos bons tempos e “mamatas” da Petrobrás, até o “semimorto” SuperSurf. E o barco afundou de vez. O ano acabou e ninguém viu uma etapa sequer do circuito brasileiro.

Hizunomê, em 2015, durante última etapa do SuperSurf. Foto Daniel Smorigo
Hizunomê, em 2015, durante úlitma etapa do SuperSurf. Foto Daniel Smorigo

Seguindo na maré ruim, vamos então a Medina X Gudauskas? O americano de nome estranho, seus amigos e fãs que me desculpem, assim como os que acham que é mimimi ou síndrome de vira-lata, mas Medina foi impedido de brigar pelo segundo título mundial da carreira naquele exato momento. Nas redes sociais, a entidade recebeu uma enxurrada de críticas, não só de brasileiros, mas como de outros surfistas e espectadores, que acompanham o esporte e não entenderam o critério de julgamento que acabou tirando Medina da briga. #PegouMal

Medina aplaude, sarcástico, o resultado.

A questão política desceu a serra, e a PEC foi parar nos ouvidos dos surfistas e amantes das praias brasileiras. Aprovada (na surdina) pelo Senado, a nova proposta derruba o licenciamento ambiental para obras públicas. Na prática? Comunidades caiçaras e indígenas ameaçadas, turismo exploratório, lixo marinho, poluição, desmatamento, e por aí vai.

Chega de notícia ruim! Chegou a hora de saber quais foram as notícias boas. Começamos então, com a recuperação de Filipe Toledo. A lesão, logo no início da temporada, parece estar totalmente recuperada, e ele acaba o ano dando sinais claros de que está determinado a brigar por um título em 2017.

Filipe durante última etapa de 2016. Foto WSL
Filipe durante última etapa de 2016. Foto WSL

Outra excelente notícia para a comunidade do surf foi a inclusão do esporte nas Olimpíadas. Depois de diversos anos na tentativa a boa notícia veio em grande estilo. Gabriel Medina, ISA e WSL anunciaram para o resto do mundo, durante os jogos do Rio2016, que o surf finalmente era Olímpico.

Aproveitando o clima “tem onda”, 2016 foi o segundo ano consecutivo, em que temos uma Campeà Brasileira de Surf.  Organizado pela família Dantas, a única etapa do ano, serviu para reascender a vontade de muitas meninas e mulheres, que sonham com um futuro no esporte. Apesar de muito preconceito, o feitiço virou contra o feiticeiro, e hoje os machões do outside aprendem a conviver com mulheres que além de praticar o esporte, têm o surf como ferramenta de empoderamento. Independente da cor do cabelo ou do tamanho do quadril, o que elas querem é surfar. Afinal, lugar de mulher não é na areia, é onde ela quiser.

Comemoração durante etapa do Campeonato Brasileiro de Surf Feminino. Foto Aleko Stergiou
Comemoração durante etapa do Campeonato Brasileiro de Surf Feminino. Foto Aleko Stergiou

Motivos pra comemorar têm também Jadson André, Silvana Lima e Ian Gouveia, que terão um ano cheio de emoções no CT. Além deles, Tainá Hinckel e Weslley Dantas vão representar o país no Mundial Junior.

Jadson decola no Pipe Masters 2016. Foto WSL
Jadson decola no Pipe Masters 2016. Foto WSL

Essa notícia não poderia ficar de fora: Kelly Slater Wave Co., a piscina de ondas que tem feito muita gente sonhar acordado. Como se não bastasse, a WSL tornou-se sócia no negócio. Sabe Deus quando isso pode chegar ao Brasil, e se vai. Aliás, ele vem aí com sangue no olho, 2017 deve ser seu último ano no Tour? Será? Boato ou verdade, vindo de Kelly Slater tudo é possível.

Com certeza, fatos importantes acabaram ficando de fora dessa pequena lista. Afinal, foram tantas emoções…Que venha 2017 com muita onda boa, respeito na água e muito amor pelo esporte.