Amor Platônico: a morte precoce de um “Deus” do surf

Pra sempre Jean...

Jean Pahl da Silva, o magrão

Não convém falar o que de fato aconteceu. O mesmo Jean, que dropava com tranquilidade as melhores e mais desafiadores ondas deste planeta, foi coragem até seu momento derradeiro.

Raiva, tristeza, vazio.

Por que?

Mais raiva, mais dor. Respira, se acalma. Isso deve ser um pesadelo.

Não é. Jean foi embora, partiu, nos deixou aqui sozinhos neste mundo doente. Alguns irão indagar a audácia do rapaz. Onde já se viu tirar a própria vida?

Onde já se viu, Jean da Silva?

Vão dizer que é pecado.

Vão dizer que usava drogas, era viciado.

Vão dizer que era doença, depressão.

Vão dizer tanta coisa, mas era Jean.

Eu jamais o conheci pessoalmente, mas me lembro como se fosse ontem da primeira vez que vi uma foto dele na antiga Fluir.

Foi paixão à primeira vista. Platônica, mas foi. A gente combinava. Pensava: “Um dia vou conhecer esse cara”. Nunca rolou.

No entanto, na minha “platonice”, foi forte. Tivemos até uma separação. Não me esqueço do dia em que Jean largou as competições pela primeira vez, se afastou dos holofotes da mídia e de mim, por consequência. Era low-profile. Era lindo, o mais lindo!

Daí veio o Face. Voltamos a ser amigos. Virtuais, mas amigos. Jean e Janaína. Combinava.

Ah, Jean e agora, que você foi embora?

Não quero te culpar, mas não consigo imaginar a dor que sua família e seus amigos próximos estão sentido agora.

Se eu, Jean, uma fã, boba, apaixonada platonicamente já chorei hoje, já me perguntei se isso era mesmo verdade.

E agora vai ser só saudade. A comunidade do surf está de luto, perdemos mais um. Ricardo dos Santos, Lucas Zuch, você, quem será o próximo?

Descansa agora. Olha por nós. Vira luz onde quer que vá. A saudade vai virar lembrança boa. Um dia seremos todos luz.

Rest in peace, love