Acabou: John John partiu meu coração!

John John Florence (HAW) placed 2nd in the Final of the Billabong Pipe Masters 2017 in Pipe, Oahu, Hawaii, USA

Como já dizia Nego do Borel, “Você partiu meu coração, mas meu amor, não tem problema, não, não…”

Seu João João, menino bão, de carisma, de surf de alma! Partiu o coração dos fãs apaixonados de Medina, que viram o ídolo ressurgir das cinzas no melhor estilo Fênix e voltar à briga pelo segundo título mundial.

Vamos direto ao ponto: quão injusto seria tirar de John John o título mundial naquela bateria contra Ethan Ewing? Que pelo jeito entrou para a história como a pedra no sapato da Liga. Pelo menos no Brasil, né?

Queria muito saber o que os japoneses pensam sobre o resultado, os australianos, maiores “prejudicados”, já que Ethan é aussie, certo mate? Não encontrei uma linha na mídia especializada revoltosa com o “roubo” da WSL.

Justo eu, uma fiel defensora dos fracos e oprimidos. Dessa vez, vou ter que dar o braço a torcer. Muito chororô…

Faço das palavras do mestre as minhas. Pra ganhar de JJf, Medina, e do próprio Kelly, tem que ganhar de verdade, entende? Aquela lavada, virada, aquele tubaço, aquele aéreo insano. Me desculpe, não por aquela pequeneza de diferença.

Não quero desmerecer Ethan. Não mesmo. O cara tá onde tá porque é um puta surfista também. Supertalentoso e novíssimo!

Pra não desviar muito do foco e finalizar esse testículo quero dizer que somos sim muitas vezes prejudicados. Como esquecer a tristeza que foi aquela bateria de Medina e Gudauskas? Aquilo foi desumano.

E tantas outras notas achatadas de Jadsons, Mineiros, Ítalos, Filipes. Fato é que além de grana em jogo tem a subjetividade e as nuances de interpretação de cada juiz (que é um ser humano, não vamos esquecer disso pelo amor).

Eu reclamei hoje de manhã de Pipe sim, mas não do título. Reclamei da etapa. Não foi aqueeeeele PipeMasters, não foi mesmo. Nem a final eu assisti pra ser sincera. Depois que JJF levou o bi fui dormir. Fi ainda seguiu bravamente para ver a vitória do Francês “metido” a havaiano, Jeremy Flores.

A WSL tem um desafio e tanto pela frente. Precisa ter cuidado pra não desafinar e transformar o surf de competição, o CT principalmente, num grande teatro.

Tudo indica que não haverá mais Pipe na final, anyway. Mudanças radicais no circuito estão programadas e o que resta saber é: o que esse troço vai se transformar na próxima década!?!

Eu lamento profundamente a saída de Fiji do circuito. Era a minha favorita pra ser bem sincera. O astral “unique” era muito marcante, o povo local, a cultura, as famílias. Uma pena.

No ano passado, foi Kelly, ou melhor, sua marca a OuterKnown que patrocinou o evento. Como a “piscina” entra na jogada, nada mais justo que o dono do dinheiro decidir onde quer investir, certo?

E pra dar ainda mais emoção, por que não um legítimo “mata-a-mata” numa superetapa final?

Me parece de arrepiar! Não consigo ver muita justiça nesse “novo formato de tour”, em compensação, os cardíacos serão proibidos de acompanhar o CT, vai ser de fuder (com o perdão do palavrão)!!